Avatar do usuário logado
Usuário

Ópera de Paulo Coelho e Gilberto Gil estreia na COP30

“I-Juca Piramachega”, inspirado no poema de Gonçalves Dias, encerra a programação do XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz, em Belém

Por Redação Bravo! 23 out 2025, 12h05 | Atualizado em 23 out 2025, 20h27
gilberto-gil-paulo-coelho
Paulo Coelho e Gilberto Gil (divulgação/divulgação)
Continua após publicidade

Criada por Paulo Coelho, com música de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, a ópera “I-Juca Pirama” chega ao palco do Theatro da Paz, em Belém, nos dias 10, 11 e 12 de novembro. A montagem encerra a programação do XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz, em um momento simbólico: a capital paraense também será sede da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas. A produção propõe um diálogo entre tradição literária, cultura indígena e questões ambientais contemporâneas.

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjMxMDY2LCJ0aXRsZSI6IkhhaXI6IGNsJiN4RTE7c3NpY28gZG9zIGFub3MgMTk2MCBzb2JyZSBsaWJlcmRhZGUgZSBjb250ZXN0YSYjeEU3OyYjeEUzO28gY2hlZ2EgYSBTJiN4RTM7byBQYXVsbyJ9LHsiaWQiOjMxMDMwLCJ0aXRsZSI6IkxldCYjeEVEO2NpYSBTcGlsbGVyIHZvbHRhIGFvcyBwYWxjb3MgZW0gbGVpdHVyYSB0ZWF0cmFsIGVtIGFwb2lvIGFvcyByZWZ1Z2lhZG9zIn1d[/abril-veja-tambem]

A ópera se inspira no poema homônimo de Gonçalves Dias, e conta a história do guerreiro I-Juca Pirama e os impactos da devastação da Amazônia. Após a destruição de suas terras pelos colonos, o jovem guerreiro, último de sua tribo, parte em busca de novos territórios e de sentido para sua existência. Capturado pelos Timbiras, ele enfrenta a condenação ao sacrifício, mas sua coragem transforma o destino de seus algozes. A ópera alterna entre passado e presente, mostrando o guerreiro em tempos modernos, quando novas queimadas e devastação o fazem reviver sua jornada, enquanto o Espírito da Terra observa e guia a narrativa, lembrando que, mesmo ferida, a floresta continua a sonhar.

gilberto-gil-opera
Gilberto Gil e Aldo Brizzi (Amaury Voslion/divulgação)

O espetáculo reúne solistas e coro do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), o Coro Carlos Gomes de Belém, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e participação do povo Huni Kui (Acre). A encenação integra música, canto, dança, projeções audiovisuais e rituais indígenas, com figurinos sustentáveis criados por Tukano Bu’ú Kennedy e confeccionados por artesãos amazônicos.

Continua após a publicidade
opera-gilberto-gil-paulo-coelho
Pôster de I-Juca Pirama (divulgação/divulgação)

O prólogo, gravado na floresta amazônica, apresenta Gilberto Gil como Croá, trovador dos povos originários, e Paulo Coelho transformando-se em Espírito da Terra. Toda a renda da estreia será destinada ao povo indígena da Vila Dom Bosco, no Alto Rio Tiquié, em ações de educação intercultural e preservação de saberes ancestrais.

Continua após a publicidade

O maestro Aldo Brizzio celebrou a nova parceria com Gilberto Gil, com quem já colaborou em Amor Azul. “A estética musical dessa ópera segue a linha que já trabalhamos em Amor Azul, eu e Gil, ou em obras minhas como a Ópera dos Terreiros. É uma fusão total entre elementos da cultura afro, afro-brasileira, indígena e erudita. A melodia e a harmonia vêm um pouco da música popular, porque é um trabalho feito a quatro mãos com o Gil. Tudo flui naturalmente entre a rítmica indígena e a linguagem sinfônica, com o DNA da música popular sempre presente de forma comovente e radical.”

Serviço:

I-JUCA PIRAMA – Aquele que deve morrer | Estreia mundial
Ópera em dois atos inspirada no poema de Gonçalves Dias, em português | Libreto: Paulo Coelho | Música: Gilberto Gil e Aldo Brizzi
10, 11 e 12 de novembro, às 20h
Theatro da Paz – Praça da República, Rua da Paz, s/n, Centro, Belém – PA

Continua após a publicidade

Ingressos:
Térreo (Plateia): R$ 80 / R$ 40
1º andar (Frisas e Varandas): R$ 80 / R$ 40
2º andar (Camarote 1ª Ordem): R$ 80 / R$ 40
3º andar (Camarote 2ª Ordem): R$ 80 / R$ 40 | Galerias: R$ 60 / R$ 30
4º andar (Paraíso): R$ 40 / R$ 20

Publicidade
TAGS: