7 livros curtos para ler em um fim de semana
Entre romances e contos de diferentes épocas, países e estilos, essas obras têm em comum a concisão
O ditado diz para não julgar um livro pela capa, mas vale também não julgá-lo pelo tamanho. Nem sempre uma obra literária precisa de muitas páginas para marcar de maneira duradoura o leitor. Às vezes, pouco mais de cem páginas – ou até menos – bastam.
Para quem busca um fim de semana tranquilo, um livro pode ser a melhor companhia, e melhor ainda quando é possível começá-lo e terminá-lo naqueles mesmos dois dias.
Bravo! selecionou 7 livros, entre romances e contos de diferentes épocas, países e estilos, que têm em comum a concisão. São obras breves que abordam temas como desejo, maternidade, insônia, desigualdade, família, solidão e identidade. Confira.
Boulder (Dublinense, 2024), de Eva Baltasar
O livro de 112 páginas foi finalista do Booker Prize. Ele acompanha Boulder, uma cozinheira de um navio afeita à solidão. Quando conhece Samsa, ela é arrebatada por uma paixão que a faz retornar à terra firme e se entregar a uma vida conjugal que não estava nos planos. Até que surge na companheira a vontade de ser mãe, o que a transforma em uma mulher bem diferente da que tinha conhecido.
Sono (Alfaguara, 2015), de Haruki Murakami
Este é um conto de 118 páginas do escritor japonês, que acompanha a história de uma mãe e esposa de vida aparentemente normal, até que é abatida por uma insônia duradoura e inexplicável.
Mau Comportamento (Fósforo, 2021), de Mary Gaitskill
Um provocativo livro de contos publicado originalmente em 1988. Esta foi a publicação de estreia de Mary Gaitskill, que causou furor na cena literária americana com suas histórias de obsessão — frequentemente regadas a sexo, drogas e fetiches — que iluminam o lado menos confessável do desejo humano. A compilação reúne nove contos de pouco mais de cerca de 30 páginas cada. Um deles inspirou o filme Secretária (2002), estrelado por Maggie Gyllenhaal.
Suíte Tóquio (Todavia, 2020), de Giovana Madalosso
Em 208 páginas, este romance da autora curitibana aborda diferenças de classe, maternidade e relacionamentos extraconjugais em um estilo pé na estrada, vertiginoso e tragicômico.
Solitária (Companhia das Letras, 2022), de Eliana Alves Cruz
De 168 páginas, Solitária conta a história de duas mulheres negras, Mabel e Eunice, mãe e filha, que moram no trabalho em um condomínio de luxo. Eunice, a mãe, é testemunha-chave de um crime chocante ocorrido na casa dos patrões. Mabel, a filha, constrói o caminho que leva não apenas à elucidação deste crime, mas a uma mudança radical na vida das pessoas que cercam as protagonistas.
Diário de um Homem Supérfluo (Editora 34, 2018), de Ivan Turguêniev
Publicado originalmente em 1850 e com apenas 96 páginas, este clássico russo ocupa um lugar de destaque na história da literatura. É nele que pela primeira vez o termo “homem supérfluo” foi usado para designar um dos tipos mais característicos da grande prosa russa do século XIX, o aristocrata que cresceu sob o regime repressivo do tsar Nicolau I e é incapaz de agir para mudar seu destino.
Quem Matou Meu Pai (Todavia, 2023), de Édouard Louis
O livro de 72 páginas do celebrado e jovem autor francês é uma investigação familiar que mescla manifesto político e crítica social.





