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8 livros para ler e entrar no clima da Flip 2026

Confira o que ler dos principais autores confirmados na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty

Por Ana Mércia Brandão 14 jul 2026, 15h19
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Flip 2024 (Sara de Santis/ Flip/divulgação)
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A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 22 a 26 de julho em diversos pontos de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro.

Nesta edição, a homenageada é a poeta paulista Orides Fontela (1940-1998). A escritora é um dos principais expoentes da poesia contemporânea brasileira e conhecida pela linguagem concisa e pelos poemas curtos.

Confira abaixo 8 livros selecionados por Bravo! para conhecer os principais autores participantes da Flip 2026 e entrar no clima da festa literária. Confira a programação completa de mesas da Flip aqui e uma seleção de autores internacionais confirmados aqui.

Alba (Editora Hedra, 2026), de Orides Fontela

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Capa de ‘Alba’ (Divulgação/divulgação)

Esse é o terceiro livro da poeta e pode ser considerado o seu maior sucesso em termos de crítica, tendo vencido o Prêmio Jabuti em 1983.

Alba é um amanhecer lúcido que nos ensina a ver o mundo “como da primeira vez”. Orides instaura poeticamente um sentido de vitalidade e de urgência, como o olhar da criança. Essa edição tem textos de Antonio Candido, Viviana Bosi e Edimilson de Almeida Pereira.

Divã (L&PM, 2018), de Martha Medeiros

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Capa de ‘Divã’ (Divulgação/divulgação)
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A Feira do Livro de Porto Alegre terá uma Casa na Flip 2026, com programação que vai celebrar a literatura do Rio Grande do Sul. O grande destaque é a escritora Martha Medeiros. Ela participa do painel “Cronistas, romancistas e poetas: a literatura pop do RS em destaque”, ao lado de Cláudia Tajes e Paula Taitelbaum, no dia 25, às 18h.

Lançado originalmente em 2002, Divã é o romance de estreia de Medeiros e um de seus maiores sucessos. Com todo bom humor característico da autora, ele acompanha Mercedes, uma mulher de quarenta e poucos anos, bem-sucedida, inquieta e sedenta por mais. Ele deu origem ao filme homônimo de 2009, estrelado por Lilia Cabral.

A Fraude (Companhia das Letras, 2025), de Zadie Smith

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Capa de ‘A Fraude’ (Divulgação/divulgação)

A autora britânica é uma das presenças mais aguardadas desta edição. Na mesa “e este chão não existe, e esta paz é vertigem”, que ocorre no dia 25, às 19h, ela responderá a questões sobre sua obra, a construção fina e arguta de cada um de seus livros, e discutirá temas presentes em seus romances como colonialismo, imigração e racismo.

Para se preparar para o programa, vale conferir A Fraude, uma das empreitadas recentes da autora, que chegou ao Brasil em 2025. Ele é seu primeiro romance histórico, no qual Smith nos leva à Londres vitoriana e às plantações jamaicanas de cana-de-açúcar para nos envolver em uma trama que inclui escritores vaidosos, paixões proibidas, as cicatrizes do imperialismo e um alucinante caso de tribunal.

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Mulheres, Raça e Classe (Boitempo, 2016), de Angela Davis

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Capa de ‘Mulheres, Raça e Classe’ (Divulgação/divulgação)

A escritora, filósofa, educadora e uma das vozes mais influentes do pensamento contemporâneo participa pela primeira vez da Festa Literária Internacional de Paraty em programação da Casa Sesc, no dia 25.

Para se preparar, vale ler o clássico Mulheres, Raça e Classe, obra fundamental para entender as nuances das opressões e o pensamento de Davis.

O Retorno (Editora Âyiné, 2022), de Hisham Matar

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Capa de ‘O Retorno’ (Divulgação/divulgação)

No dia 25, às 17h, o escritor norte-americano de ascendência líbia Hisham Matar conversa com o amazonense Milton Hatoum sobre histórias de famílias que têm seu destino determinado por governos autoritários. Matar tinha 19 anos quando seu pai foi sequestrado pelo governo do ditador líbio Muammar Gaddafi e nunca mais reapareceu.

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O Retorno (2016), considerado um marco da literatura de não ficção contemporânea, venceu o Prêmio Pulitzer de Biografia em 2017. Ele narra a investigação conduzida pelo próprio autor sobre o desaparecimento de seu pai, combinando memória pessoal, reflexão política e relato de viagem. Ele vai ganhar uma nova edição, com projeto gráfico renovado e tradução revisada, pela Editora Âyiné.

Amargos como os frutos (Pallas, 2010), de Ana Paula Tavares

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Capa de ‘Amargos como os frutos’ (Divulgação/divulgação)

Vencedora do Prêmio Camões em 2025, Ana Paula Tavares é conhecida sobretudo como poeta, sendo uma das vozes mais destacadas e apreciadas de Angola. Ela fala de sua trajetória e de sua produção poética, além de sua relação com o Brasil, em mesa no dia 25 às 15h.

A antologia poética Amargos como os frutos é a representação da voz feminina africana na sua individualidade, na sua feminilidade, na sua corporalidade. Palavras essenciais, intimistas e plurais, locais e universais, numa linguagem que registra e mistura crueldades e delicadezas.

Permafrost (Dublinense, 2025), de Eva Baltasar

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Capa de ‘Permafrost’ (Divulgação/divulgação)
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A catalã Eva Baltasar encontra a amazonense Susy Freitas em mesa no dia 26, às 15h30. À sua maneira, as duas escritoras esgarçam os estereótipos do feminino e colocam suas personagens em situações-limite de sustentação do próprio desejo.

O romance Permafrost foi finalista do Prêmio Médicis Étranger de 2021 e do Prêmio Llibreter de 2018, traduzido para mais de vinte idiomas e é o primeiro volume de um tríptico sobre desconforto, tendo mulheres como protagonistas.

O Aniversário (Companhia das Letras, 2025), de Andrea Bajani

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Capa de ‘O Aniversário’ (Divulgação/divulgação)

O italiano Andrea Bajani é um dos mais premiados autores europeus de ficção da atualidade. Ao todo, possui dez romances publicados e já foi traduzido em mais de 20 idiomas. Ele participa de conversa com Maria Esther Maciel no dia 23, às 17h.

Em O Aniversário, o narrador revisita a juventude vivida entre Roma e uma pequena cidade no norte da Itália durante as décadas de 1980 e 1990. O livro venceu o  Prêmio Strega, a principal honraria literária da Itália.

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