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Tudo sobre a exposição de Frida Kahlo que bateu recorde antes mesmo de abrir

Mostra na Tate Modern, em Londres, conta como a artista mexicana virou um fenômeno global

Por Ana Mércia Brandão 24 jun 2026, 10h00 | Atualizado em 25 jun 2026, 11h04
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Vista da exposição de Frida Kahlo na Tate Modern (Larina Annora Fernandes/divulgação)
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A Tate Modern, uma das maiores instituições de arte do mundo, localizada em Londres, inaugura, na quinta-feira (25), Frida: The Making of an Icon [Frida: A Construção de um Ícone, em tradução livre]. Essa é a primeira grande exposição que explora como a artista mexicana Frida Kahlo (1907-1954) se tornou o ícone global que paira no imaginário da sociedade contemporânea e que serviu de influência para muitos artistas que vieram depois.

The Making of an Icon se tornou a exposição da Tate a mais vender ingressos antes de sua abertura, com 35 000 entradas vendidas até o dia 15 de junho. A mostra é organizada pelo Museum of Fine Arts, em Houston (EUA), em parceria com a Tate. A curadoria é de Tobias Ostrander, Estrellita B. Brodsky e Beatriz García-Velasco.

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Obras em ‘The Making of Frida Kahlo’ (Larina Annora Fernandes/divulgação)

A exposição examina como a arte e a vida de Kahlo inspiraram gerações de artistas em diversas mídias, movimentos e comunidades ao redor do mundo. Ao todo, são mais de 130 obras em cartaz, de Frida e outros artistas modernos e contemporâneos.

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São mais de trinta obras de Kahlo em exibição, ao lado de fotografias e objetos pessoais da mexicana. Entre os destaques está uma seleção dos famosos autorretratos da artista, como Autorretrato (Com Vestido de Veludo), de 1926, e Autorretrato com Cabelo Solto, de 1938,e outras peças raras.

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‘Memória (Coração)’ (1937), de Kahlo (Coleção privada/divulgação)

A visão de Frida de si, em que abraça a cultura mexicana, seus ideais feministas e sua experiência como uma mulher com deficiência – aos seis anos, ela contraiu poliomielite, que deixou sua perna direita mais fina e o pé atrofiado –, é posta em diálogo com retratos de outros artistas sobre sua figura. Entre eles, estão nomes do chamado Renascimento Mexicano, movimento muralista que ocorreu no país de 1920 a 1950, como Diego Rivera (com quem foi casada), com Retrato de Frida Kahlo (1915), e María Izquierdo, com Sonho e Premonição (1947). Essa sessão inclui, ainda, os vestidos tehuana de Kahlo, traje tradicional indígena do México.

A exposição também explora a conexão surrealista entre Frida e seus contemporâneos, mesmo que a artista rejeitasse o rótulo de surrealista. Além do autorretrato A Moldura (1938), estão obras como Diego e Frida (1929), Sobrevivente (1938), Memória (O Coração) (1937) e Menina com Máscara Mortuária (1938), expostas ao lado de pinturas e fotografias de artistas latino-americanos, como Kati Horna e Leonor Fini. A sessão aborda temas presentes na produção de Frida, como a fixação com a morte e o sonho.

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Sonho e Premonição, de Maria Izquierdo (Rocio and Boris Hirmas Collection/divulgação)
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Em outro momento, a mostra acompanha a popularização de Kahlo além do México, começando pelos Estados Unidos na década de 60. Obras como Meu Vestido Está Pendurado Ali (1933-38), em cartaz, capturam sua ambivalência em relação aos Estados Unidos e ressoaram profundamente com os migrantes mexicanos. Nomes como Nahúm B. Zenil e Georgina Quintana, parte de uma nova geração de artistas que atuaram no México no final da década de 1980 e na década de 1990, revelam os impactos da produção da artista.

Outro tema abordado é como a onda feminista de 1970 e 1980 resgatou a produção de Kahlo como um material que desafiou as normas culturais da época. As pinturas da mexicana são postas lado a lado com de nomes como Kiki Smith, Judy Chicago e Ana Mendieta, bem como artistas contemporâneas que se apropriaram de sua iconografia e incorporaram sua figura para abordar questões de raça, gênero, sexualidade e deficiência, incluindo Yasumasa Morimura, Martine Gutierrez e Berenice Olmedo.

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Vestidos de Frida em cartaz (Larina Annora Fernandes/divulgação)

A exposição culmina em uma exploração de seu “legado comercial”, da transformação de Kahlo em uma marca global que abrange sua imagem, estilo e personalidade, ao apresentar mais de 200 objetos gerados pela produção em massa de produtos de Frida Kahlo, uma sala dedicada à “Fridamania”.

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Juntos, eles revelam como a história de Kahlo continua sendo reinventada e resgatada por novas gerações, consolidando seu lugar como uma das figuras mais influentes da história da arte. Os visitantes descobrirão como ela articulou visualmente seus múltiplos “eus”, do pessoal ao político, do físico ao espiritual.

Murais de Frida Kahlo tomam conta de Londres

O sucesso da exposição antes mesmo de sua abertura resultou em uma programação paralela à exibição pelas ruas de Londres, como uma série de murais feitos por diferentes artistas em diversos pontos da cidade britânica.

As seis obras de arte urbana em grande escala exploram tanto a imagem de Frida quanto temas comuns à sua produção. Confira a montagem de um dos murais abaixo.

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Serviço

Frida: The Making of an Icon

Tate Modern | Bankside, SE1 9TG, Londres, Inglaterra

De 25 de junho de 2026 a 3 de janeiro de 2027

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Segunda a quinta e domingo, das 10h às 18h. Sexta e sábado, das 10h às 21h

Ingresso: £25, em tate.org.uk

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