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SP-Arte Rotas 2026: 8 galerias para ver entre os 70 estandes da feira

Evento aposta em diálogo latino-americano e artistas fora do eixo Rio-São Paulo

Por Ana Mércia Brandão 27 ago 2026, 20h33 | Atualizado em 27 ago 2026, 20h34
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'Bode' (2023), de Zé Carlos Garcia, no estande da Casa Triângulo (Rafael Adorjan/divulgação)
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A SP-Arte Rotas 2026 abriu nesta quinta-feira (27) e vai até o domingo (30) no espaço Arca, na Vila Leopoldina, em São Paulo, com estandes de mais de setenta galerias de arte, além de museus e projetos especiais convidados, perpassando artistas das cinco regiões brasileiras e de países como Argentina, Peru, Uruguai e Colômbia. 

Em sua quinta edição, a feira irmã da SP-Arte reforça o diálogo com a arte latino-americana, buscando reforçar o mercado brasileiro como um polo para os artistas latinos. Outra vocação que Rotas mantém desde sua primeira edição, em 2022, é de trazer artistas menos conhecidos e fora do eixo Rio-São Paulo, bem como vertentes diferentes de artistas consagrados.

Cada vez mais, as galerias apostam em estandes com exibições solo ou de poucos artistas em diálogo, o que permite conhecer mais a fundo o trabalho de determinado nome. Confira uma seleção de 8 galerias para ver na SP-Arte Rotas 2026.

Lume

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Obra de Clara Moreira no estande da Lume (Divulgação/divulgação)

Em seu estande próprio, a galeria apresenta um recorte que reúne obras da recifense Clara Moreira, entre desenhos e pinturas recentes, e do carioca Florian Raiss, com esculturas.

A partir de linguagens distintas, os artistas exploram o território onde as fronteiras entre o humano, o animal e o sagrado se tornam indefinidas.

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Galatea

A galeria traz dois artistas recém-integrados a seu portfólio: o maranhense Romildo Rocha e o baiano Zé di Cabeça.

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‘Boa noite’ (2026), de Romildo Rocha, na Galatea (Ding Musa/divulgação)

Rocha transforma repertórios pessoais, familiares e da cultura popular maranhense em pinturas com tinta à óleo e acrílica que, vistas lado a lado no estande, parecem contar uma mesma história. Di Cabeça percorre o entorno de Salvador recolhendo madeiras de demolição, objetos descartados e vestígios trazidos pela maré — materiais que passam a compor a sua produção.

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Casa Triângulo

A galeria traz Luiza Gottschalk, nova artista representada, Rafael Chavez, Matías Duville – que representa a Argentina na 61ª Bienal de Veneza – e Zé Carlos Garcia. Pinturas, desenhos e esculturas compõem o cenário que chama a atenção.

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Claraboia

A jovem galeria, inaugura em 2025, faz uma apresentação completa de seu programa, com sete artistas representados – Ana Sant’Anna, Bernardo Liu, Emer Freire, Hugo Sá, Jane Batista, Rafael Kamada e Samara Paiva – em diálogo com obras de Gabriel Ribeiro, Gabriel Roemer, Isabel Cordovil, Loren Minzú, Mandú, Paula Juchem e Vicente Balter.

Flexa

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‘Polvo Color Wheel III’ (2013), de Adriana Varejão, na Flexa (Edouard Fraipont/divulgação)

A galeria carioca apresenta em seu estande uma seleção de cerca de 70 obras que aproxima diferentes gerações da arte brasileira e internacional em torno de uma questão comum: a cor.

Artistas como Tomie Ohtake (1913–2015) e Rubem Valentim (1922–1991) encontram-se com produções de gerações posteriores, como as de Adriana Varejão, Beatriz Milhazes e Tadáskía (1993), bem como nomes internacionais, entre eles Alexander Calder (1898–1976), Andy Warhol (1928–1987) e Anish Kapoor.

Errol Flynn

Essa galeria de Minas Gerais exibe um solo de Antônio Poteiro (1925-2010), artista popular nascido em Portugal e radicado em Goiânia, cujas obras têm sido redescobertas pelo mercado nos últimos anos.

Exímio ceramista, Poteiro também explorou a pintura, caracterizada pela paleta de cores vibrantes, as composições densas e as temáticas que buscavam explorar o cotidiano, como a religiosidade e as festividades do Brasil.

GDA

A galeria apresenta Canções de Liberdade, um projeto solo do artista Raphael Escobar. Faz parte de uma pesquisa recente na qual Escobar investiga gestos musicais cotidianos — como assobios, murmúrios e batucadas com objetos de trabalho, entre caixas de fósforos, panelas e pratos.

Paulo Darzé

A galeria apresenta Escalas do Infinito, projeto que reúne diferentes gerações e poéticas da produção contemporânea baiana representada pela galeria, incluindo destaques como Nádia Taquary e Ayrson Heráclito.

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