Bienal de São Paulo anuncia equipe curatorial da próxima edição
Conheça os nove profissionais que vão compor a 37ª edição sob a liderança dos brasileiros Amanda Carneiro e Raphael Fonseca
A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta terça-feira (2) a equipe curatorial completa que vai acompanhar os curadores-chefes Amanda Carneiro e Raphael Fonseca (saiba mais sobre os curadores-chefes aqui) na idealização da 37ª Bienal de São Paulo, prevista para setembro de 2027. O grupo reúne nove profissionais com experiência internacional, da América Latina à Oceania.
São eles: os curadores Ana Salazar Herrera, Léuli Eshrāghi, Rado Ištok, Ryan Inouye e Yina Jiménez Suriel, e as assistentes de curadoria Amanda Tavares e Mayara Carvalho.
Quem são os curadores na próxima Bienal de São Paulo
Ana Salazar Herrera
Ana Salazar Herrera é equatoriana-portuguesa e fundadora da plataforma Museum for the Displaced, dedicada à migração e resistência cultural. Sua prática curatorial explora subjetividades nômades, poli-linguísticas e transculturais.
Atualmente, Herrera é pesquisadora curatorial na Diriyah Biennale Foundation, em Riade. Foi cocuradora da Diriyah Contemporary Art Biennale 2024, com a exposição After Rain; curadora interina no Ludwig Forum em Aachen (2022–23); e curadora assistente no NTU Centre for Contemporary Art Singapore (2016–20). Foi integrante do comitê de pré-seleção da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil, em São Paulo (2023).
Léuli Eshrāghi
Com nacionalidade de Sãmoa, Austrália e Canadá, Léuli Eshrāghi, além de poeta e artista, foi responsável por ampliar a coleção do Musée des Beaux-Arts de Montréal, iniciando pesquisas, ações de mediação cultural e exposições, além de apoiar as relações com nações indígenas. Também atuou na curadoria da TarraWarra Biennial 2023: ua usiusi faʻavaʻasavili, que abordou o renascimento cultural do Sul Global e as conexões entre a Ásia e o
Grande Oceano.
Possui doutorado em prática curatorial pela Monash University, certificado de pós-graduação em gestão de artes indígenas pela University of Melbourne e bacharelado em Estudos Indígenas e Francófonos pela University of Queensland.
Rado Ištok
Rado Ištok é curador e historiador da arte da Eslováquia. Atualmente, é curador da Coleção de Arte da National Gallery Prague, na Tchéquia, onde realizou exposições como Jiří Kolář: X Bienal de São Paulo (2026). Anteriormente, integrou o grupo curatorial da 2nd Biennale Matter of Art (2022), em Praga, e coordenou o Projeto Europeu de Cooperação 4Cs (2018–2020) na Nida Art Colony, na Lituânia, culminando na exposição The Spectral Forest (2020).
Em 2024, recebeu a bolsa Dr. Alfred Bader por sua pesquisa sobre a participação histórica da Tchecoslováquia na Bienal de São Paulo.
Ryan Inouye
O americano Ryan Inouye é o cocurador Kathe e Jim Patrinos de If the word we: 59th Carnegie International (2026–27) e curador de arte internacional do Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, cargo para o qual foi nomeado em 2023, após atuar como curador associado de Is it morning for you yet?, a 58th Carnegie International (2022–23).
Antes de seu trabalho em Pittsburgh, Inouye foi curador sênior da Sharjah Art Foundation, nos Emirados Árabes Unidos. Anteriormente, ocupou o cargo de curador associado da Sharjah Biennial 12: The past, the present, the possible (2014–2015), que apresentou novas obras, comissões site-specific e performances. Também exerceu funções curatoriais no New Museum, em Nova York, onde coordenou residências artísticas, colaborações curatoriais e programas discursivos.
Yina Jiménez Suriel
Yina Jiménez Suriel, da República Dominicana, é codiretora artística da XIII Sequences Biennial (Islândia), curadora do programa transdisciplinar The Current IV, da Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21–Academy), e editora associada da Contemporary And (C&) para a América Latina e o Caribe.
Entre seus projetos curatoriais estão as duas primeiras fases de de montañas submarinas el fuego hace islas, desenvolvidas entre 2022 e 2024 no Pivô, no Brasil; na Cinemateca Nacional, na República Dominicana; na KADIST San Francisco, nos Estados Unidos; na Delfina Foundation, no Reino Unido; e no Museum of Contemporary Art and Design Manila, nas Filipinas, incluindo a edição de suas duas publicações. Yina atuou como curadora adjunta da 14ª Bienal do Mercosul (2025) e como cocuradora da seção Opening da ARCOmadrid em 2024 e 2023.
Amanda Tavares
A assistente de curadoria da próxima Bienal Amanda Tavares é doutora e pós-doutora em História da Arte. Entre seus trabalhos mais recentes, estão a curadoria adjunta na exposição Fullgás: artes visuais e anos 80 no Brasil (Centro Cultural Banco do Brasil, 2024–25); coordenação editorial da 14ª Bienal do Mercosul (2025); e pesquisa, assistência de curadoria e coordenação dos programas públicos na 22ª Bienal Sesc VideoBrasil (Sesc 24 de Maio, 2023–24).
Mayara Carvalho
A assistente de curadoria da próxima Bienal Mayara Carvalho é formada em História da Arte pela Unifesp. Atuou em instituições como Sesc, Museu das Favelas e MASP, onde foi estagiária de curadoria. Foi assistente de curadoria da exposição Línguas Africanas que Fazem o Brasil, no Museu da Língua Portuguesa (2025–26). Recentemente, integrou o New Curators Programme, em Londres, onde cocurou a exposição de Duane Linklater no Camden Art Centre. Também atuou como curadora e pesquisadora na galeria Galatea.