Avatar do usuário logado
Usuário

Como foi produzida a canção viral Carnaval, de Marina Sena

Os produtores Janluska, Enzo Dicarlo e Pedro Lucas revelaram os truques de bastidores que fizeram nascer um dos maiores hits do verão

Por Redação Bravo! 25 fev 2026, 17h06 | Atualizado em 25 fev 2026, 17h07
Carnaval”, de Marina Sena, do EP Marinada Vol. 1 (2025), virou quase uma trilha sonora dos reels e stories no Instagram
Carnaval”, de Marina Sena, do EP Marinada Vol. 1 (2025), virou quase uma trilha sonora dos reels e stories no Instagram (Denilson Santos e Francisco Cepeda/reprodução)
Continua após publicidade
Como foi produzida a canção viral Carnaval, de Marina Sena Priorizar nos meus resultados Google

Provavelmente, você escutou essa faixa nos últimos dias algumas vezes. “Carnaval”, de Marina Sena, do EP Marinada Vol. 1 (2025), virou quase uma trilha sonora dos reels e stories no Instagram, como uma marca do amor dos foliões pela maior festa brasileira. Um atestado de quem é do carnaval.

Os produtores Janluska, Enzo Dicarlo e Pedro Lucas se reuniram em um vídeo e revelaram os truques de bastidores que fizeram nascer um dos maiores hits do verão. E destrincharam todos os elementos que compõem a melodia, mostrando como a faixa foi construída a partir da sobreposição de diferentes referências e experimentações.

[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjMzMjY0LCJ0aXRsZSI6IjQgbXVzaWNhaXMgcXVlIHYmI3hFMztvIGFnaXRhciAyMDI2In0seyJpZCI6MzMxODYsInRpdGxlIjoiQmFkIEJ1bm55IG5vIEJyYXNpbDogOCBtb21lbnRvcyBxdWUgbWFyY2FyYW0gYSBwcmltZWlyYSB2ZXogZG8gYXJ0aXN0YSBlbSBTJiN4RTM7byBQYXVsbyJ9LHsiaWQiOjMzMDgxLCJ0aXRsZSI6IkNhcm5hdmFsZXNjbyBkYSBNb2NpZGFkZSBmYWxhIHNvYnJlIGVucmVkbyBkZSBMJiN4RTk7YSBHYXJjaWE6ICYjeDIwMUM7RGV1c2EgbmVncmEgcXVlIG4mI3hFMztvIHRldmUgZGVzdGFxdWUgZW0gdmlkYSYjeDIwMUQ7In1d[/abril-veja-tambem]

Continua após a publicidade

Um dos pontos de partida foi o uso de um áudio que viralizou recentemente no Instagram, da banda baiana Psirico. A ideia era incorporar essa energia já reconhecível dentro de uma construção própria, conectando imediatamente a música ao imaginário popular do carnaval e às sonoridades que circulam nas redes.

O grupo havia finalizado a canção Sensei (também de Marina) e a cantora já tinha outro projeto na mente. “A Marina queria fazer um funk. Mas, p*, eu não sei fazer funk.”, comenta Janluska. Por sorte, ele já tinha alguns nomes de quem dominava a batida, o que ajudou a direcionar o caminho da produção e ampliar o vocabulário da faixa.

Continua após a publicidade

Os rapazes tiveram a ideia num encontro de madrugada, no estúdio. A intenção era criar uma sonoridade mais híbrida, mais “suja”, que não se limitasse a um único gênero. “A Marina queria que tivesse um impacto imediato. Esse, para mim, foi o pensamento que conduziu a parada”, completou Pedro Lucas. Esse princípio norteou decisões como a escolha dos timbres, a dinâmica das entradas e o desenho do groove.

E como todo bom criador, havia materiais na manga. O produtor Enzo Dicarlo revisitou produções anteriores, beats que não foram utilizados em outros trabalhos e fragmentos que ainda poderiam ganhar nova vida. Um dos trechos era uma edição da música de abertura da série “Ruptura”. Para captar, é preciso escutar com bastante atenção. 

Continua após a publicidade

De modo geral, o single nasceu da junção das ideias dos três produtores. “É basicamente uma parte do beat do Enzo, com uma parte do beat do Pedro, mais as percussões e as coisas que vinhamos construindo na identidade da Marina no Coisas Naturais”, explica Janluska. O resultado veio de diferentes sessões combinadas até chegar à forma final. Existem duas versões do hit, sendo uma delas mais completa com o Psirico, com estruturas levemente diferentes, mas que partem da mesma base.

Pedro, por sua vez, mergulhou fundo na memória afetiva dos millennials e resgatou um recorte da canção “As Long As You Love Me”, dos Backstreet Boys. A semelhança, entretanto, é muito sutil, funcionando mais como uma referência estrutural do que como uma citação evidente. Durante o trabalho, então individual, o “acidente” aconteceu num mesmo clique. “Demos o play meio que sem querer e funcionou”, diz Enzo. A voz e composição de Marina só entraram mais tarde, quando a base já apontava para uma identidade canção.

Continua após a publicidade

Eles explicam que a música é um resultado de inúmeras colagens e mixagens, de instrumentos, marchinhas e canções completamente distintas, combinando elementos eletrônicos e percussivos. “Tem um sample muito característico do funk no Brasil, que é o KICK BH 3. Ele tem um som muito característico, médio-grave. E tem um plugin chamado Synplant, de inteligência artificial, para reconstituir sons. E eu o usei para ressintetizar o BH3. E acabamos utilizando-o nessa música. Esse é meio que a base do groove da música”, explica Pedro. 

Ao fim, o resultado ganhou o Brasil. Vale destacar que “Carnaval” foi construída a partir de camadas, referências e reaproveitamentos, numa sopa de intuição, acaso e, claro, uma boa intervenção tecnológica. 

Continua após a publicidade
Publicidade
TAGS: