Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário

Museu em Salvador recebe centenas de obras de arte afro-brasileiras repatriadas

O acervo inclui trabalhos de artistas como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, entre outros

Por Redação Bravo!
29 jan 2026, 09h00 •
Batizada de Con/vida, a coleção foi reunida ao longo de décadas pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte
Batizada de Con/vida, a coleção foi reunida ao longo de décadas pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte (MUNCAB/divulgação)
Continua após publicidade
  • Um conjunto de 666 obras de arte afro-brasileiras, mantido fora do país por mais de três décadas, retornou recentemente ao Brasil. As peças, produzidas por 135 artistas, passam a integrar o acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), após doação de uma coleção privada formada nos Estados Unidos.

    A chegada do acervo foi apresentada oficialmente na última segunda-feira (26), durante uma coletiva de imprensa realizada no próprio museu, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes. No encontro, foram detalhadas a origem da coleção e as etapas de incorporação das obras ao acervo da instituição.

    Sediado em Salvador, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) é dedicado à preservação, pesquisa e difusão das artes e das culturas afro-brasileiras. 

    As obras chegaram à capital baiana no dia 12 de janeiro, depois de um processo de transporte internacional que envolveu acondicionamento especializado, adequação a normas de conservação museológica e procedimentos alfandegários, com apoio do Ministério da Cultura e da Receita Federal na Bahia.

    “Esses bens culturais retornam como objetos artísticos e como testemunhos vivos da memória afro-brasileira, reforçando a dignidade, a identidade e o pertencimento cultural do povo brasileiro”, destacou Margareth Menezes em coletiva.

    Continua após a publicidade

    Batizada de Con/vida, a coleção foi reunida ao longo de décadas pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte. O conjunto reúne pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, gravuras, arte sacra e estampas, refletindo diferentes momentos e linguagens da produção afro-brasileira.

    O acervo inclui trabalhos de artistas como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, entre outros, e passa agora a integrar o acervo do MUNCAB, instituição sediada em Salvador dedicada à preservação e difusão das culturas afro-brasileiras.

    “Estar restituindo isso ao seu lugar de origem tem uma simbologia, um significado que é imensurável. É a possibilidade da universidade pesquisar, da população ter acesso, e da gente poder preservar esse legado em solo nacional. E de se juntar tantas outras obras aqui no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira”, declarou a diretora do museu, Cintia Maria, em coletiva de imprensa.

    Continua após a publicidade
    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade
    TAGS: