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Claudia Andujar é destaque em nova mostra sobre os Yanomami em Belém

A exposição destaca diferentes momentos da carreira da artista, desde seus trabalhos experimentais de 1960 até os retratos dos Yanomami em 1970

Por Redação Bravo!
13 out 2025, 09h00 •
claudia-andujar
Série Reahu (Acervo Claudia Andujar/divulgação)
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  • Em sintonia com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Belém recebe a exposição Claudia Andujar – Cosmovisão, no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS-PA). A mostra reúne 71 obras da fotógrafa, refletindo seis décadas de trajetória e sua intensa relação com o povo Yanomami, consolidando Andujar como uma das maiores referências da fotografia indígena no mundo. A visitação segue até 18 de janeiro de 2026.

    A exposição destaca diferentes momentos da carreira da artista, desde seus trabalhos experimentais na década de 1960 até os retratos dos Yanomami, feitos a partir de 1976, quando ela viveu com a comunidade durante um ano. Andujar utilizou técnicas inovadoras, como filmes infravermelhos, cromos riscados, filtros monocromáticos, justaposições e duplas exposições, para traduzir não apenas o visível, mas a espiritualidade e a cosmovisão do povo indígena.

    O MIS-PA organiza a mostra em três espaços. A primeira sala apresenta os trabalhos experimentais da fotógrafa; a segunda exibe os registros com os Yanomami, incluindo séries como O voo de Watupari e Reahu, o invisível, que capturam rituais, histórias e o contato com a floresta. Um terceiro espaço dedica-se ao audiovisual do livro Amazônia (1978) e à videoinstalação Sonhos Yanomami (2002-2024), em colaboração com o artista Leandro Lima, aproximando o público da percepção sensorial que Andujar buscou traduzir em suas imagens.

    Segundo o curador Eder Chiodetto, a exposição evidencia o papel de Andujar na inovação da linguagem fotográfica brasileira. “Esta exposição tem foco nesse alto grau de experimentação pelo qual ela fez a fotografia passar. Fica claro que, como filha da geração de 1968, rebelde e que repensa o mundo, Claudia sente necessidade de recriar a linguagem fotográfica para poder se expressar”, afirma. Ao mesmo tempo, a mostra reforça debates contemporâneos sobre direitos indígenas, preservação ambiental e memória histórica, conectando o público às urgentes discussões da COP30.

    Serviço:

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    Local: Museu da Imagem e do Som do Pará – Centro Cultural Palacete Faciola

    Endereço: Avenida Nossa Senhora de Nazaré, 138 – Belém (PA)

    Até 18 de janeiro de 2026. Terças a domingos, das 9h às 17h

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    Entrada gratuita

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